Quantos caminhos espirituais existem?

Essa é uma questão bem interessante, pois, ninguém pode viver independente de uma filosofia ou forma de pensar. Mesmo sem assumirmos uma posição ideológica, para decidir o que é “o melhor para mim” é preciso ter critérios internos, que tem como base aquilo que temos de valor na vida. E automaticamente esses valores compõe a filosofia de vida e o verdadeiro camindo de cada um. Esse caminho pode ser harmônico ou não com os caminhos espirituais oferecidos pelo mundo.Curiosidade sobre os caminhos espirituais é algo natural. Quais são eles? Quantos caminhos espirituais existem?

Quando se diz sobre caminhos espirituais geralmente se faz referência a um grupo, estilo, práticas de meditação e ritualísticas, valores e crenças. Temos hoje em dia vários grupos consolidados que seguem uma linha de exercícios e algum tipo de ensinamento filosófico.

Em termos de práticas religiosas e exercícios, a posição de um professor da tradição védica não é excludente, afinal de contas cada indivíduo tem uma história e está inserido em um contexto social e essas diferenças são expressas de várias formas. Enquanto houver a sinceridade na busca, o Criador vai ouvir as preces e dar o resultado da ação para cada um, quanto a isso não há dúvidas.

A questão que fica é o que estamos realmente querendo alcançar. Porque as práticas religiosas, meditações, exercícios de uma forma geral, são ações limitados no tempo-espaço e  naturalmente o resultado que obteremos também será limitado. Não podemos conceber que com 30 minutos de meditação possamos ganhar a vida eteeeeeeerna.

Ações podem me dar uma boa mente, um corpo saudável e bonito e isso sem dúvida tem um valor, que é importante para se viver em paz, mas não capazes de me preencher de uma forma completa. Ninguém pode negar a necessidade de ser completo e feliz para sempre e em qualquer condição. Se esse desejo é a base dos meus desejos ele não será resolvido com resultados finitos.

Contudo nem todas portas estão fechadas porque apesar de conhecer os objetos, o corpo, a mente e as emocões, existe ainda um “eu” mais interno que não pode ser acessado pelos meios de conhecimento disponíveis. Aquele “eu” que é capaz de identificar as mudanças nas minhas emoções, que fundamentalmente não é nervoso ou calmo, alegre ou triste, casado ou animado, esse que une todos os personagens que vivemos, que não pode ser objetificável, nele reside a esperança para solução da necessidade de ser completo.

O propósito de vedanta é ser um meio de conhecimento para a natureza imutável e plena do “eu”, para mostrar que o infinito que se busca já é própria natureza do sujeito e não algo para ser adquirido no tempo ou como resultados de alguma prática religiosa. E enquanto meio de conhecimento não existe disputa de crédito, seja o que for capaz de revelar minha natureza não importa se é vedanta ou “devanta”, se está em sânscrito ou espanhol, será válido como meio de conhecimento.

Portanto caminhos espirituais enquanto práticas religiosas, estilos de vida e exercícios existem muitos. Por outro lado, enquanto meio de conhecimento para o “eu” só pode existir 1, porque todos os meios tem que mostrar a mesma verdade sobre mim e portanto não são diferentes entre si.

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  • […] Por fim podemos recorrer a Ele, na sua apreciação, como a ordem que traz os desejos, encontramos uma adequação que transcende as imperfeições da nossa mente e também através de orações, através das quais podemos atuar diretamente na ordem karmica para que tenhamos força para cruzar os nossos obstáculos. A utilização das orações como uma forma de lidar com o universo é “ser objetivo” e é onde culmina a apreciação de Deus do ponto de vista prático da vida. Essa objetividade é chamada de maturidade religiosa que faz parte do processo de autoconhecimento, apesar de não ser seu objetivo. […]

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